terça-feira, 9 de agosto de 2011

"Livro: a troca"


“Pra mim, livro é vida; desde que eu era muito pequena os livros me deram casa e comida.
Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo; em pé, fazia parede, deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encostava num outro e fazia telhado.
E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro pra brincar de morar em livro. De casa em casa eu fui descobrindo o mundo (de tanto olhar pras paredes). Primeiro, olhando desenhos; depois, decifrando palavras.
Fui crescendo; e derrubei telhados com a cabeça. Mas fui pegando intimidade com as palavras. E quanto mais íntimas a gente ficava, menos eu ia me lembrando de consertar o telhado ou de construir novas casas. Só por causa de uma razão: o livro agora alimentava a minha imaginação. Todo dia a minha imaginação comia, comia e comia; e de barriga assim toda cheia, me levava pra morar no mundo inteiro: iglu, cabana, palácio, arranha-céu, era só escolher e pronto, o livro me dava.
Foi assim que, devagarinho, me habituei com essa troca tão gostosa que no meu jeito de ver as coisas é a troca da própria vida; quanto mais eu buscava no livro, mais ele me dava. Mas, como a gente tem mania de sempre querer mais, eu cismei um dia de alargar a troca: comecei a fabricar tijolo pra em algum lugar uma criança juntar com outros, e levantar a casa onde ela vai morar.”

(Lygia Bojunga)

sábado, 6 de agosto de 2011

O assunto


“E nunca me perguntes o assunto de um poema: um poema sempre fala de outra coisa.”

(Mário Quintana)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011


“Escrever é bom porque reúne as duas alegrias: falar sozinho e falar a uma multidão.”

(Cesare Pavese)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dupla delícia


"O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado."

(Mário Quintana)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Diálogo


“A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde.”

(André Maurois)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Uma poesia em forma de perfume


Poemas... poemas escritos, nos livros, nos blogs, no coração. A beleza de cada palavra, o sentido de cada frase, o pensamento lapidado, cristalizado, eternizado.
Gosto de comparar poesias com perfumes... eles eternizam momentos, me transportam em pensamentos e recordações. É uma verdadeira mágica. A transformação de palavras em poemas e de acordes em essências alimenta minha alma, minha vida e minhas emoções.
Eu me inspiro, me emociono, me descubro, me expresso... eu escrevo para que a razão dê espaço à imaginação.
O que seria da vida sem poesia?

(Pensamento encontrado na caixa do perfume Anni, O Boticário)
Foto encontrada aqui

quarta-feira, 13 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011


"Ah! Tu, livro despretensioso, que, na sombra de uma prateleira, uma criança livremente descobriu, pelo qual se encantou, e, sem figuras, sem extravagâncias, esqueceu as horas, os companheiros, a merenda... tu, sim, és um livro infantil, e o teu prestígio será, na verdade, imortal."

(Cecília Meireles)